
TCC
Material::
Área:
Título:
Descrição física:
TCC
Nutrição
Alimentos ultraprocessados e depressão: uma revisão narrativa
25 f.
Número de chamada:
TCC/Unipinhal B546a
Idioma:
Português
Publicação:
Espírito Santo do Pinhal, SP, [s.n.], 2025
Ano:
2025
Assunto:
Autores:
Orientador:
Transtornos mentais ; Eixo intestino-cérebro ; Microbiota intestinal ; Padrões dietéticos ; Alimentos ultraprocessados
Bertoldo, Stephanie Fernanda Ramos
Natália Figuerôa Simões
Resumo:
Os transtornos mentais vêm crescendo mundialmente, afetando mais de 1 bilhão de pessoas e gerando aumento significativo nos anos vividos com incapacidade. Entre os fatores modificáveis associados a essa tendência, a alimentação tem se destacado por seu papel direto na regulação neurobiológica. Dietas pobres em qualidade nutricional, especialmente com alto consumo de alimentos ultraprocessados (AUP), têm sido relacionadas a alterações emocionais, cognitivas e fisiológicas que favorecem o surgimento de depressão. Essas mudanças afetam o metabolismo de neurotransmissores, a microbiota intestinal e mecanismos inflamatórios, evidenciando o impacto do padrão alimentar na saúde mental. Objetivou-se analisar, de forma integrada, como o consumo de AUP influencia a saúde mental, com ênfase na depressão, considerando também os nutrientes essenciais e o papel da microbiota intestinal. Realizou-se uma revisão narrativa de literatura, com abordagem qualitativa, utilizando as bases Medline Complete, SciELO e Google Scholar. Foram incluídos artigos completos publicados entre 2015 e 2025, em português ou inglês, que abordassem ultraprocessados, depressão e microbiota intestinal. A literatura aponta que AUP ativam vias inflamatórias, aumentam estresse oxidativo, reduzem fibras e nutrientes essenciais e favorecem disbiose intestinal, fatores que comprometem a síntese de neurotransmissores e a comunicação pelo eixo intestino–cérebro. Em contraposição, nutrientes como vitaminas B, D, magnésio, zinco, ômega-3, além de antioxidantes naturais, contribuem para a estabilidade emocional, reforço da microbiota e redução da inflamação. O consumo de AUP está associado a pior saúde mental e maior risco de depressão, enquanto padrões alimentares naturais e nutritivos favorecem equilíbrio intestinal, regulação neuroquímica e bem-estar emocional.
