
TCC
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Título:
Descrição física:
TCC
Engenharia Agronômica
Algas marinhas e aminoácidos na germinação e no desenvolvimento inicial de mudas de calêndula
28 f.
Número de chamada:
TCC/Unipinhal B813a
Idioma:
Português
Publicação:
Espírito Santo do Pinhal, SP, [s.n.], 2025
Ano:
2025
Assunto:
Autores:
Orientador:
Calêndula officinalis L. ; Bioestimulantes ; Fase vegetativa ; Ornamentais ; Medicinais
Braga, Aline de Sousa
Nilva Teresinha Teixeira
Resumo:
A Calendula officinalis L. é uma espécie herbácea anual, pertencente à família Asteraceae, originária das Ilhas Canárias e do Mediterrâneo. Atualmente é cultivada em várias partes do mundo, e no Brasil, por seu potencial cosmético, ornamental e medicinal. Apesar do reconhecimento de suas inúmeras qualidades, há desafios agronômicos em relação ao seu desenvolvimento inicial e poucas informações sobre o seu cultivo, o que torna necessário pesquisas sobre o tema. O uso de bioestimulantes naturais, como extratos da alga marinha Kappaphycus alvarezii e aminoácidos se apresenta como alternativa interessante. O objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos de diferentes dosagens de extratos de algas marinhas e aminoácidos, isolados e em combinação, na germinação e desenvolvimento inicial da calêndula em condições protegidas. O experimento foi conduzido na casa de vegetação do curso de Engenharia Agronômica – UniPinhal, utilizando delineamento inteiramente casualizado (DIC), composto por nove (9) tratamentos e quatro (4) repetições, envolvendo aplicação nas concentrações de 0,5% e 1,0% de cada bioestimulante, isoladamente e combinados, avaliando-se a porcentagem de germinação (%), o comprimento de raízes (cm), a altura das plantas (cm) e número de folhas. Após a semeadura realizou-se a aplicação inicial dos tratamentos e a irrigação foi diária. Retomou-se a reaplicação dos tratamentos semanalmente após a germinação. A inclusão dos produtos foi feita via drench, adicionando-se 10 mL da solução dos produtos, por célula e de acordo com os tratamentos. Os resultados obtidos no ensaio, estudados estatisticamente, mostraram que as algas marinhas e os aminoácidos isoladamente, promoveram benefícios na germinação, no crescimento das raízes, na parte aérea e na emissão de folhas. Observou-se também, que não ocorreram diferenças estatísticas entre os produtos e doses testadas e a associação entre as algas marinhas e os aminoácidos não propiciou melhoria das características estudadas. Portanto, nas condições experimentais do estudo, concluise que: a germinação das sementes de calêndula foi extremamente baixa na ausência dos produtos estudados no ensaio; a inclusão dos aminoácidos e da alga marinha K. alvarezii propiciou excelentes resultados em taxa de germinação, enraizamento e desenvolvimento de plântulas; as concentrações estudadas de ambos os produtos analisados não produziram resultados diferentes e, assim, o emprego de 0,5% dos formulados com algas marinhas e dos aminoácidos pode ser indicado; o uso de qualquer dos dois produtos pode ser alternativa viável para melhorar a germinação das sementes e do desenvolvimento inicial da espécie; a associação de aminoácidos e algas marinhas não alterou os resultados obtidos aos cinquenta (50) dias após a emergência, porém é possível que resultados positivos se manifestem apenas em fases mais avançadas; recomenda-se repetir o experimento com avaliações estendidas após o florescimento para verificar possíveis efeitos tardios da associação entre aminoácidos e extrato de algas marinhas.
